O ataque ao posto do Exército na serra da Traíra demonstra a
36521 vulnerabilidade da fronteira amazônica e a legitimidade do Projeto Calha
36521 Norte. A afirmação é do general Hyran Ribeiro Arnt, 67 anos, ex- comandante militar da Amazônia (1986-1988) e responsável pela implantação dos quartéis do Calha Norte. Segundo o general, hoje na reserva, a ameaça externa foi e continua a ser a motivação principal do projeto. Na sua opinião, o Calha Norte deve ser expandido e reforçado. O secretário-executivo do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), Antonio Brandt, 43 anos, afirma, no entanto, que o episódio revela incompetência. O CIMI apóia a missão do Exército na defesa da fronteira, mas é contra a restrição dos direitos dos índios às suas terras: "O que o Calha Norte fez foi reduzir em 41% as terras dos tikuna, em 59,5% as áreas indígenas no Alto Rio Negro e em 76,4% a terra yanomani em Roraima" (FSP).