Uma extensa lista de "marajás" da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro foi revelada ontem, como parte da tentativa do governador eleito Leonel Brizola (PDT) de evitar que salários milionários sejam aumentados ainda mais. Cinco funcionários receberam, em janeiro, mais de Cr$4 milhões, nove acima de Cr$3 milhões, 28 ficaram na faixa dos Cr$2 milhões e 40 ultrapassaram Cr$1 milhão. Se forem aprovados seis projetos em tramitação na Assembléia, a folha de pagamento será de Cr$12,5 bilhões anuais, segundo o líder do PDT, deputado Luís Henrique Lima. Este dinheiro daria para construir 50 CIEPs, da preparação do terreno ao
36492 caderno do aluno, comparou o deputado, lembrando que um trabalhador que ganha salário-mínimo levaria 31 anos para receber Cr$4,5 milhões (US$18 mil, no câmbio paralelo)-- maior salário da Assembléia, pago ao procurador-geral aposentado Carlos Osório de Almeida. Luís Henrique anunciou que Brizola pedirá à sua assessoria que estude medidas jurídicas para livrar o orçamento do novo governo fluminense das despesas excessivas do Legislativo. Os seis projetos foram apresentados pela Mesa Diretora da legislatura passada e podem ser aprovados por maioria simples. Para derrubá-los, o PDT precisa do apoio de outros partidos (JB).