O governo decidiu ontem manter o racionamento de combustíveis, que foi adotado em 17 de janeiro por causa da guerra no Golfo Pérsico. A alegação é que a greve dos petroleiros, que já atinge seis das 10 refinarias da PETROBRÁS, pode ter "o mesmo efeito explosivo" sobre a produção e a venda de derivados de petróleo quanto a guerra. "Economicamente, o programa funcionou muito bem. Mas consideramos arriscado suspendê-lo em face da greve", disse ontem o ministro da Infra-estrutura, Ozires Silva. Segundo a PETROBRÁS, desde o início da greve, há sete dias, a capacidade de refino da estatal caiu de 1,2 milhão de barris/dia para cerca de 300 mil barris/dia (FSP).