SIDERURGIA BRASILEIRA VAI CONTRA PADRÃO MUNDIAL

As principais empresas siderúrgicas do mundo ajustam-se cada vez mais à produção de aços especiais sob encomenda e com alta qualidade. Mas o parque siderúrgico brasileiro está na contramão desse processo. Predominam aqui as empresas estatais presas à produção de aços planos, com baixo grau de automação e pouca flexibilidade na especificação dos produtos. Essa é uma das conclusões sobre o setor siderúrgico do relatório sobre o atraso tecnológico brasileiro divulgado na semana passada pela Secrtaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), a COSIPA (Companhia Siderúrgica Paulista), a USIMINAS (Usina Siderúrgica de Minas Gerais) e a CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão) são as estatais que dominam o mercado, oferecendo aços planos comuns. Enquanto nos EUA, no Japão, França e Itália a participação média dos aços especiais na produção é de 15%, no Brasil esse mercado não ultrapassa de 8,4%. Atualmente 70% da produção siderúrgica brasileira é exportada. Isso significa que o mais tímido esforço de saída da recessão colocará o setor, que pouco investe, e a própria economia diante de uma encruzilhada entre atender o mercado interno ou exportar (FSP).