O governo anunciou ao mercado segurador que quer privatizar o seguro de acidente de trabalho. Se a idéia for aprovada pelo Congresso Nacional, as seguradoras ganharão um mercado extra estimado em US$6 bilhões por ano, duas vezes maior do que o movimento atual do mercado segurador. A discussão do assunto está restrita a dois órgãos do governo: Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). A última estatística oficial no Brasil registra 824.081 acidentados em 1989, fora as 4.554 vítimas fatais. É um contingente superior à população de Manaus (AM) e não reflete, no entanto, o número real de acidentes, segundo afirma o diretor do Departamento de Saúde do Ministério do Trabalho e Previdência Social, Dorival Barreiros. Segundo ele, as estatísticas oficiais só incluem os acidentados que ficaram mais de 15 dias afastados do trabalho. Não abrange, por exemplo, os acidentes sofridos pelos empregados sem carteira de trabalho, o que deixa de fora a maior parte dos trabalhadores rurais e os garimpeiros (FSP).