PISTOLEIROS COBRAM PARA MATAR ATÉ CR$1 MILHÃO

Mandar matar alguém nas regiões norte e centro-oeste do país requer apenas dinheiro (entre Cr$250 mil e Cr$1 milhão) e disposição de contratar um pistoleiro de aluguel. Nessas regiões existe um mercado formal de assasinatos, com agentes de contrato e até tabela de preços. Três organizações de pistoleiros de Goiás controlam 30% dos contratos de morte nessas regiões. Os grupos são compostos por policiais-- da ativa e reformados-- e por policiais civis. Dentro da PM tem um grupo de pistolagem comandado por um coronel, revelou um pistoleiro goiano conhecido como "Alan". Ele próprio é um ex-oficial da PM goiana, expulso por "assassinato com requintes de crueldade". Alan, cerca de 34 anos (pediu para não ser identificado), diz cobrar 150 reses (cabeça de gado) "para fechar (matar) um". Ele contou que a mando do citado coronel "já fechei uns cinco dentro da própria PM". As vítimas eram militares que "sabiam demais" e "se tornaram perigosos para a segurança do grupo". O chefe do Estado-Maior da Polícia Militar de Goiás, coronel Joneval Gomes de Carvalho, indicado comandante da corporação no próprio governo de Íris Rezende (PMDB), admite que "pode ter" pistolagem na PM. Ele afirma desconhecer quem comanda e "quem faz parte". "Se houver denúncia concreta, vamos apurar", disse Carvalho (FSP).