CRM PUNE MÉDICOS QUE ATENDERAM TANCREDO

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) condenou ontem membros da equipe médica que, em março de 1985, atenderam o então presidente eleito Tancredo Neves no hospital de Base de Brasília. O presidente do CRM-DF, Márcio Horta, não disse quantos médicos foram considerados culpados nem qual a pena atribuída. Eles foram julgados por imperícia médica. Márcio Horta alegou que a divulgação das informações poderia provocar a anulação do julgamento, que durou nove horas e meia. Ao final da sessão, três dos médicos acusados, Renault Matos, médico particular de Tancredo, Aluísio Toscano e Luiz Miziara-- desceram pelas escadas de incêndio para evitar a imprensa. Francisco Pinheiro da Rocha, que chefiava a equipe no hospital de Base não compareceu ao julgamento e enviou representante. Gustavo Arantes, na época diretor do hospital, saiu pela porta da frente com seu advogado. Os dois também foram julgados (FSP).