O governo brasileiro está disposto a pagar de forma incondicional US$1,5 bilhão aos seus credores no exterior. Isso foi o que o negociador da dívida, embaixador Jório Dauster, ofereceu aos banqueiros no último dia 25, em Nova Iorque (EUA). Esse dinheiro representa 18,75% dos cerca de US$8 bilhões em pagamentos atrasados até o último dia 31 de dezembro. Também diminuiu a distância entre as propostas para o restante dos US$8 bilhões dos atrasados. Ao pagar US$1,5 bilhão, sobram US$6,5 bilhões que serão transformados em bônus de longo prazo. O Brasil começou propondo bônus de 15 anos, prazo que reduziu no último dia 25 para 12 anos. Os credores querem oito anos (FSP).