Um encontro sigiloso, realizado ontem no EMFA (Estado-Maior das Forças Armadas), em Brasília, começou a preparar a participação do Brasil em uma eventual força de paz da ONU no Kuwait. O Itamaraty ainda não sabe se as Nações Unidas vão julgar necessária a formação desse corpo expedicionário, mas em caso afirmativo, o Exército brasileiro se dispõe a enviar dois ou três batalhões-- entre 1.500 e 3.000 soldados-- para integrá-lo. O anúncio de que o Brasil está pronto a mandar tropas para o Kuwait deve ser feito pelo presidente Fernando Collor, que embarca no mês que vem para os EUA. A mobilização dos chefes militares brasileiros deriva de uma preocupação do governo: a de reforçar o pálido papel que o país desempenhou até agora na crise do Oriente Médio (FSP).