OBRAS PARA A ECO-92 ESTÃO ATRASADAS

As obras que o Rio de Janeiro precisa realizar para sediar no ano que vem a 2a. Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92) já deveriam ter começado, segundo a prefeitura. O atraso pode comprometer o evento e aumentar os custos, orçados em US$2 bilhões. A ONU fez várias exigências. Entre elas estão a reforma do Aeroporto Internacional do Rio, para evitar congestionamento no desembarque das delegações estrangeiras, e a construção de um novo auditório no Riocentro, onde será realizada a conferência. A prefeitura elaborou uma pauta de projetos relacionados com a ECO-92, que vai da construção de quatro usinas de lixo, no valor total de US$50 milhões, à criação de um pinguinário (viveiro para pinguins), que custará US$1 milhão. "Vamos mandar a conta para o Collor", diz o prefeito Marcello Alencar (PDT). Até agora, o governo federal apresentou uma "resposta tímida" aos projetos apresentados, segundo o superintendente de captação de recursos da prefeitura, Manuel Sanchez (FSP).