O ministro das Relações Exteriores, Francisco Rezek, discutiu ontem com o presidente Fernando Collor a posição brasileira em relação à proposta de paz para a guerra no Golfo Pérsico. A iniciativa soviética, que teve a aprovação do Iraque, foi considerada "altamente positiva", enquanto a contraproposta dos aliados liderados pelos EUA teve o conceito de altamente razoável, previsível e totalmente de acordo com as resoluções
36248 das Nações Unidas sobre a crise. Para o governo brasileiro, a contraproposta coligada-- como foi chamada pelo Itamaraty-- não impõe condições de humilhação aos iraquianos, com o prazo para o início da retirada do Kuwait sendo tachado de "normal", assim como o pedido das retiradas das minas com a assistência de oficiais de Saddam Hussein, para evitar novas mortes. Ao mesmo tempo, Rezek disse que a posição brasileira não mudou e que o país está pronto para participar com tropas, de uma eventual força de paz que seja formada, "conforme já garantimos ao secretário-geral da ONU, Pérez de Cuellar" (GM).