O presidente iraquiano, Saddam Hussein, aceitou a proposta do presidente soviético, Mikhail Gorbachev, para pôr fim à guerra no Golfo Pérsico. O primeiro dos oito pontos do plano determina a retirada total e incondicional das tropas iraquianas do Kuwait. O segundo, que a retirada começará no dia seguinte ao início do cessar-fogo. A resposta positiva foi entregue a Gorbachev pelo ministro do Exterior do Iraque, Tarek Aziz. Após a reunião, Gorbachev telefonou para o presidente dos EUA, George Bush. O porta-voz da Casa Branca, Marlin Fitzwater, anunciou pouco depois em Washington que, por enquanto, a guerra continua. "Os ataques aéreos prosseguirão. Não há qualquer decisão sobre a iniciativa terrestre neste momento. Estamos examinando a proposta e só nos pronunciaremos amanhã (hoje)". Os demais pontos da proposta são os seguintes: 3) a retirada se dará de acordo com um calendário fixo; 4) depois da retirada de 3/4 das forças iraquianas, a ONU suspende as sanções econômicas contra o Iraque; 5) terminada a retirada, ficam sem efeitos as resoluções da ONU contra o Iraque; 6) efetivado o cessar-fogo, são libertados os prisioneiros de guerra; 7) a retirada das forças será monitorada por países não envolvidos diretamente no conflito, escolhidos pelo Conselho de Segurança da ONU; e 8) os detalhes do plano continuam a ser discutidos. Em Brasília, o Itamaraty divulga hoje uma nota sobre a proposta de paz para a guerra. A decisão do Iraque de aceitar o plano de paz soviético foi recebida no Brasil como sinal positivo para as expectativas de retomada da economia do país. O ministro da Intra-estrutura, Ozires Silva, acredita que o preço do petróleo no mercado internacional deverá situar-se na faixa dos US$10 a US$12 por barril, se a guerra acabar. A PETROBRÁS espera preços entre US$15 e US$20 (JB) (GM).