AS ONGS E A ECO-92

O Fórum brasileiro das Organizações Não Governamentais (ONGs), anfitrião de todas as entidades que participarão da 2a. Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92), quer um espaço também no Riocentro para monitorar de perto as discussões oficiais. Segundo João Paulo Capobianco, da Fundação SOS Mata Atlântica, "o lobby das ONGs somente se justifica na medida em que sua atuação esteja fisicamente próxima ao centro das decisões". O autódromo de Jacarepaguá servirá então como área de apoio para sediar os eventos que deverão atrair 30 mil pessoas. "Já se sabe que a maneira de interferir nos rumos da conferência é manter a opinião pública bem informada", e, nessa linha, a coordenação do Fórum criou o "mentirômetro", um medidor de taxa de mentira relativa no ar, "registrando o comportamento de todas as delegações e repassando os dados à Imprensa". "O aparato técnico é para controlar a falsidade das alegações", explicou Carlos Aveline, da União Protetora do Ambiente Natural. Os eventos paralelos à ECO-92 foram bazitados pela ONU de "Congresso do Povo". A Editora Terceiro Mundo, que edita o "Cadernos do Terceiro Mundo" e o Guia do Terceiro Mundo, lançará no próximo dia sete a revista "Ecologia e Desenvolvimento". Segundo a editora da nova revista, Beatriz Bissio, o objetivo da nova publicação "é discutir amplamente a questão ambiental" (JC) (O Globo).