A partir de março, a ONU (Organização das Nações Unidas), através de seu PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), assessorará o Brasil em: fazer as contas patrimoniais do país, uma espécie de inventário para estimar o valor dos recursos naturais afetados pelos projetos de desenvolvimento. Segundo o representante do escritório regional do PNUD, Hector Sejenovich, que participou ontem, em São Paulo, do simpósio "Perspectiva Ambiental dos Anos 90", o tratado será desenvolvido em conjunto pelo PNUD, o Ministério da Economia e o IBAMA. A área escolhida para o início dos estudos brasileiros será determinada pelo governo mas, segundo Sejenovich, o principal interesse está voltado para a Amazônia. A idéia, de acordo com ele, é repensar o modelo de desenvolvimento para o século XXI e instituir, com base nos cálculos das contas patrimoniais, um fundo para financiar o desenvolvimento sustentado (O Globo).