AMÉRICA LATINA POSSUI 204 MILHÕES DE POBRES

O número de pessoas vivendo abaixo do limite de pobreza na América Latina bateu recorde em 1990: 240 milhões. O índice de abandono do ensino de escolas primárias chega a 15% (mais alto do que na África e na Ásia); 44% da força de trabalho está desempregada ou subempregada; 68% das habitações podem ser classificadas como Inadequadas" e 40% dos lares não recebem o mínimo de calorias considerado indispensável. Esses números fazem parte do relatório "Nossa Própria Agenda", da Comissão de Desenvolvimento e Meio Ambiente da América Latina e do Caribe, lançado ontem, no simpósio "Avaliação Ambiental na América do Sul: Perspectiva Ambiental para os anos 90". O simpósio é uma iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo e da Fundação Memorial da América Latina. A "Agenda" prega a elaboração de uma estratégia de desenvolvimento sustentável, própria, e o abandono de "modelo de crescimento defeituoso" que conduziu a estagnação: em 1960, 51% da população latino-americano vivia abaixo do limite da pobreza; em 1970, 40%; em 1980, 35%, em 1990, o índice aumentou para 40%. Mas agora, o número absoluto de pobres é 50% maior do qxe em 1960 (FSP).