BRASIL INVESTE US$6 MILHÕES POR ANO NA ANTÁRTIDA

A presença do Brasil na Antártida, iniciada com a expedição pioneira de dois navios em 1982/83, ainda é pequena. Com a visita que fará no próximo dia 20 à base brasileira Comandante Ferraz, o presidente Fernando Collor pretende dar uma demonstração de interesse do seu governo pela atividade científica na região, mas funcionários ligados ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar) são céticos quanto à possibilidade de mais recursos para as pesquisas. Segundo esses funcionários, o Brasil está entre os 10 países-- dos 26 que integram o Tratado da Antártida-- com maior atividade de pesquisa no continente. Mas a diferença é brutal. Os EUA, por exemplo, investem na Antártida cerca de US$100 milhões por ano, contra US$6 milhões do Brasil-- que tem uma única base no continente, contra quatro da Grã-Bretanha e sete da URSS. Dos US$6 milhões, apenas 15% ou 20% têm sido aplicados diretamente no financiamento de projetos científicos. O restante fica para as atividades logísticas, como transporte e suprimento, entregues à Aeronáutica e principalmente à Marinha, esta responsável pela administração da base (FSP).