Quatrocentos e cinquenta e sete menores foram mortos com violência nas
36136 cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Recife (PE) em 1989. Sessenta e
36136 três por cento deles foram assassinados a tiros. Em 206 casos os crimes
36136 apresentavam características de execução e 63% das vítimas tinham idade
36136 entre 15 e 17 anos. Esses dados, resultado de pesquisa feita em 1990 pelo Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMR), vão chegar à Europa e EUA no mês de abril em forma de livro. A versão brasileira, intitulada "Vidas em Risco: Assassinato de Crianças e Adolescentes no Brasil", será lançada no mês que vem em Brasília, em ato público que deverá reunir cerca de 30 entidades de defesa dos direitos humanos no Congresso Nacional. Para o secretário-executivo do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), Herbert de Souza, "a violação dos direitos humanos no país atingiu seu ponto máximo". O IBASE, junto com o Núcleo de Estudos sobre a Violência da USP (Universidade de São Paulo), elaborou o Vida em Risco. O livro aponta como "principais motivos" para a matança a defesa da propriedade, o desconforto da sociedade frente às expressões
36136 da miséria e a disseminação da crença de que os pobres são a causa da
36136 pobreza (FSP).