Segundo as informações, ao receber o presidente José Sarney, no próximo dia 10 de julho, no Vaticano, o papa João Paulo II reafirmará o compromisso da Igreja com reformas profundas e pacíficas no Brasil, entre as quais a reforma agrária, e "descartará diplomaticamente" qualquer pronunciamento que possa representar, mesmo indiretamente, crítica à CNBB e à CPT (Comissão Pastoral da Terra), fundada em 1975 pelos bispos da região amazônica. A Igreja defende uma reforma agrária que garanta a posse da terra para os que nela trabalham, apoiada por uma política agrícola que permita ao agricultor permanecer no campo, em ser forçado a migrar para as cidades. Defende ainda a fixação de um tamanho máximo para as propriedades rurais e a criação de uma Justiça Agrária que previna os conflitos no campo e agilize a solução dos já existentes (FSP).