O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, criticou ontem a unificação das datas-base em janeiro e julho, considerando-a "um presente de grego" ou "um carro sem rodas" para o movimento sindical. Para Meneghelli, julho é ruim e janeiro mais ainda. Janeiro é o pior mês que existe para negociação salarial, pois a
35961 economia entra em declínio, disse, ao anunciar a posição da CUT sobre o Plano Collor II, discutida durante dois dias pela Executiva Nacional da entidade. Em uma resolução de três páginas e meia, a central conclui que o plano "arrocha ainda mais os salários, aprofunda a recessão e privatiza os programas sociais e aumenta o risco de hiperinflação". Também foi aprovado um calendário de mobilização que deverá culminar com o "dia nacional de protesto contra o governo", em 15 de março, quando o presidente Fernando Collor completará um ano de mandato (FSP).