As mudanças do Plano Collor II já provocaram reações no setor industrial. A Cobrasma, maior indústria fabricante de material e veículos rodoviários do país, que até então evitava dispensar funcionários, demitiu de um só vez 900 empregados no último dia 1o.. O presidente da empresa, Luiz Eulálio de Bueno Fidigal Filho, disse que os custos subiram Cr$46 milhões só com o aumento de energia elétrica. Ele acredita que, com todas as tarifas anunciadas pelo governo, os gastos cresceram em torno de 14%. A Cobrasma possuía, em dezembro de 1989, 6,6 mil funcionários, quadro reduzido hoje para apenas 2,9 mil empregados (GM).