O presidente Fernando Collor de Mello instituiu ontem, por decreto, uma comissão interministerial que fará uma completa revisão das relações entre capital e trabalho, com o objetivo de buscar uma moderação nas negociações salariais, a partir da unificação das datas-bases. O resultado, esperado pelo governo, é a elaboração de um novo estatuto do trabalhador, que substituirá a antiga Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Conforme a exposição de motivos encaminhada pela ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, o governo espera que estas negociações se transformem em um pacto de rendas entre trabalho e capital, com a criação de um mecanismo de coordenação de preços e salários a partir da negociação direta entre empregadores e empregados (JB).