Por determinação do presidente Fernando Collor, o Departamento da Receita Federal reivindicará acesso livre, sem necessidade de autorização prévia da Justiça, ao número de contas bancárias e dos CPFs (Cadastro de Pessoa Física) dos correntistas. Essa decisão representa uma vitória do diretor do DRF, Romeu Tuma, sobre o presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, opositor declarado de qualquer forma de quebra de sigilo bancário. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional classifica a medida como inconstitucional. O governo analisa a possibilidade de adotar a providência através de medida provisória. Acabar com o sigilo bancário significa agredir a intimidade dos indivíduos. Essa violência precisa ter a resistência de toda a sociedade. A opinião é do jurista Celso Bastos, que é totalmente contra a medida, adotada pelo governo no conjunto do Plano Collor II (FSP).