O governo federal não destinará mais recursos para o Porto do Rio de Janeiro, administrado pela CDRJ (Companhia Docas do Rio de Janeiro), por considerá-lo inviável para recuperação e futuras expansões. Dos cincos portos do Estado do Rio de Janeiro, apenas o de Sepetiba contará com recursos federais nos próximos anos, conforme foi fixado no Plano Nacional de Viação, já aprovado pelo ministro da Infra-estrutura, Ozires Silva, e que está em análise no Palácio do Planalto. O Plano de Viação, elaborado pela Secretaria de Transportes, prevê que dos atuais 39 portos brasileiros apenas 11 continuarão recebendo investimentos para recuperação, expansão e modernização. São eles: Rio Grande, Paranaguá, Santos, Sepetiba, Vitória, Aratu, Suape, Fortaleza, Itaqui, Vila do Conde e Manaus). Ao eliminar 28 portos do programa de investimentos, o governo que concentrar os recursos nos portos que, de acordo com o Plano de Viação, passarão a ser responsáveis nos próximos anos pelas importações e exportações brasileiras. O Plano Nacional de Viação prevê investimentos apenas para sistemas (ferroviários, rodoviários, hidroviários e portuários) considerados de interesse nacional. Por interesse nacional entende-se as ligações entre as várias regiões do país e a integração entre os vários sistemas de transportes (FSP).