A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, reagiu ontem à recomendação da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) no sentido de que as empresas descumpram a portaria 852/90 do Ministério. Segundo nota lida pelo assessor de imprensa do Ministério, Márcio De Luca, "o respeito à lei é base da sociedade democrática". Segundo ele, a portaria visa "exclusivamente" o acompanhamento de informações econômico- financeiras de um grupo de grandes companhias. "São informações que as empresas já estavam acostumadas a enviar ao Ministério". De Luca afirmou que "essas informações são importantes para o acompanhamento dos resultados da política econômica do governo". A assessoria de imprensa disse ainda que a portaria é "legal". O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Albano Franco, afirmou que está disposto a dar todas as informações solicitadas pelo governo. Franco advertiu que algumas empresas terão dificuldades para reunir as informações exigidas, e afirmou que "o governo só deve pedir informações sobre o que é legal". Para o presidente da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jacy Mendonça, o pedido de informações "é oneroso e sem qualquer finalidade útil" (FSP).