OS LEILÕES DE PRIVATIZAÇÃO DAS ESTATAIS

Já estão praticamente definidas as regras que vão orientar o acesso dos diversos interessados aos leilões de privatização das empresas estatais. O capital estrangeiro-- desde que obedecendo o limite de participação de até 40% no capital votante da empresa privatizada-- poderá concorrer no leilão com títulos representativos da dívida externa vencida, os chamados MYDFA (Multiyear Deposit Facility Agreement). Também os juros atrasados da dívida externa em torno de US$8,5 bilhões poderão ser usados pelos credores para a troca por ações de empresas estatais. Em ambos os casos o governo vai exigir uma taxa fixa de desconto no valor de face de 25%, de modo que as amortizações e juros vencidos, em depósito no Banco Central, possam virar cruzeiros. O negociador da dívida externa, Jório Dauster, disse que vai a Nova Iorque (EUA) explicar aos bancos credores privados as regras de conversão da dívida para a privatização. O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Eduardo Modiano, também estará presente (GM).