A GUERRA NO GOLFO PÉRSICO

Israel e EUA concordaram, em princípio, no lançamento de um ataque conjunto contra o Iraque e estão agora discutindo as coordenadas. O anúncio foi feito ontem pela "Voz de Israel", rádio oficial. O ministro da Defesa, Moshe Arens, acrescentou que as Forças de Defesa de Israel já preparam (e até treinaram) os planos para o caso de Israel entrar na guerra. O governo iraquiano comunicou através da rádio de Bagdá que os ataques de terroristas árabes e muçulmanos sobre interesses norte-americanos em todo o mundo farão do presidente George Bush um "hóspede em sua casa negra". Afirmou também que o Iraque "surpreenderá dia após dia seus inimigos" e não cederá em seus "direitos legítimos". O conflito no Golfo Pérsico poderá se transformar numa "guerra total", anunciou a rádio iraquiana. O chefe do Gabinete Civil da Casa Branca, John Sununu, disse ontem que os EUA deverão gastar US$15 bilhões com a guerra no Golfo Pérsico no atual ano fiscal, que termina em 30 de setembro. A quantia equivale a US$60 para cada um dos 250 milhões de norte-americanos. O total da despesa da frente anti-Iraque nesse período foi estimado em US$40 bilhões a US$50 bilhões. Cerca de 320 espécies de pássaros que usam o Golfo Pérsico como santuário no inverno, assim como bancos de corais e inúmeros peixes estão ameaçados com o derramamento de óleo no Golfo, uma escura mancha de aproximadamente 50km que se desloca para o sul a uma velocidade de cerca de 20km por dia. Produtos químicos ingleses, consultores ambientais norte- americanos, barcos alemães e técnicos japoneses chegaram ou são esperados nas próximas horas na Arábia Saudita para combater a poluição causada pelo derramamento de petróleo. Pelos cálculos do governo de Riad, o equivalente a 11 milhões de barris-- tanto quanto o consumo do mercado brasileiro em 11 dias-- vazaram para o mar (FSP) (O Globo).