Com 850 mil pessoas demitidas, a taxa de desemprego na Grande São Paulo fechou o ano passado em 10,3% da População Economicamente Ativa (PEA), a maior dos últimos quatro anos. Os dados foram divulgados ontem pela SEADE/DIEESE (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados/Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos). Em dezembro, o nível de desemprego repetiu os 9,4% apurados em novembro. A composição do mercado de trabalho em 90 foi marcada pela transferência de mão-de- obra assalariada para a de autônomos. A taxa de desemprego oculto-- que engloba os que trabalham irregularmente-- cresceu 31,8%, mais que os 13,8% do desemprego aberto. Em 1990, a indústria demitiu 124 mil pessoas (- 5,9%), o comércio contratou 93 mil (+8,5%), o setor de serviços admitiu 100 mil (+3,3%) e os demais setores dispensaram 42 mil (-5,2%), com destaque para a construção civil. A pesquisa SEADE/DIEESE constatou também que o salário médio real avançou 4,2% de outubro para novembro por conta dos dissídios de categorias como a metalúrgica, química e têxtil. Ainda assim, esses salários correspondem a 66,6% do que eram em 1985 (FSP).