O Ministério da Infra-estrutura anunciou ontem a decisão do governo de efetuar uma liberação adicional de 5% das cotas de gasolina que as empresas distribuidoras receberiam em janeiro. O percentual representa um acréscimo de 35,2 milhões de litros de gasolina aos estoques das distribuidoras. A liberação ocorre 10 dias depois de o governo adotar o programa para racionamento de combustíveis no país em decorrência da guerra no Golfo Pérsico. Os estoques de derivados de petróleo são os seguintes: óleo (40,8 milhões de barris), diesel (4,637 milhões de barris), gasolina (2,895 milhões de barris) e gás (221 mil toneladas). O diretor comercial da PETROBRÁS, Maurício Alvarenga, disse que já é hora de o governo pensar em suspender as medidas de contenção do consumo de gasolina e de gás de cozinha. Alvarenga foi um dos responsáveis pelos estudos que levaram o governo a racionar os combustíveis. Ele defendeu a volta do botijão de 13kg normais e o fim do corte de 10% nas cotas de gasolina para as distribuidoras. Disse que esta seria uma forma de mostrar para a população que não há problema no abastecimento nem risco de falta. O Brasil vai ter de importar 300 milhões de litros de álcool anidro (usado em mistura com a gasolina) para garantir o abastecimento até maio. Segundo o diretor da PETROBRÁS, as usinas de álcool não conseguiram cumprir suas cotas de produção e a situação é "preocupante". A gasolina consumida em São Paulo leva 22% de álcool anidro para reduzir a poluição. No resto do país, a proporção é de 12% (FSP) (O Globo).