A situação de cada país em relação ao petróleo, em particular, e aos
35736 combustíveis, em geral, parece ser o parâmetro quase exclusivo para medir
35736 o impacto econômico que a guerra do Golfo Pérsico tem na América
35736 Latina, segundo um estudo global realizado pela agência de notícias France Press. De acordo com o estudo, "para alguns países, como Venezuela, Equador e Colômbia, exportadores de óleo, o conflito terá efeitos positivos devido ao aumento dos preços do produto. Para outros, como Brasil, Cuba, Paraguai e América Central, que importam, os efeitos negativos deverão ser notáveis, tendo em vista o impacto que preços mais altos terão em suas economias. Argentina, Chile, Uruguai e Peru não serão afetados". Por importar 40% de todo o petróleo que consome, e pelo tamanho de sua
35736 economia, o Brasil constitui um caso interessante, segundo o estudo. ""Ao ter início o conflito, foi determinada uma série de medidas para a redução do consumo em até 150 mil barris sem recorrer ao racionamento. Isto só deverá acontecer se o preço do petróleo no mercado internacional elevar-se a níveis insuportáveis para a capacidade de pagamento do governo. O aumento dos preços do produto ameaça o êxito do plano de estabilização econômica pelos reflexos inflacionários que produz. O comércio externo também será afetado, pelo encarecimento dos fretes e de seguros marítimos" (JB).