A mortalidade infantil no Rio Grande do Norte alcança índices superiores à média registrada no Nordeste do país. Segundo dados divulgados esta semana pelo governo estadual houve tendência de redução da mortalidade infantil no Brasil na década de 80. Neste período, o Rio Grande do Norte apresentou taxas elevadas: 127,2 mortes para cada mil crianças nascidas no começo da década, número que caiu para 86,9 mil no fim da década. As principais causas de mortalidade são infecções intestinais e respiratórias. A pesquisa, feita em 1989, aponta que a desnutrição de primeiro grau, a mais grave, atinge 27% das crianças na faixa etária de zero a cinco anos-- cerca de 350 mil no estado. Com 2,2 milhões de habitantes, a população do Rio Grande do Norte é constituída em sua maioria por jovens com até 17 anos; 69% da população economicamente ativa recebe até dois salários-mínimos por mês. Cerca de 80 mil crianças com idades entre sete e 14 anos estão fora das escolas no estado. Outros 53 mil jovens na faixa etária de 15 a 17 anos nunca receberam educação formal (FSP).