A diretoria do Banco do Brasil aprovou ontem o plano de reforma administrativa, que prevê o fechamento de 1.496 pontos de atendimento em todo o país. As áreas mais atingidas pelo corte serão os estados das regiões Norte e Nordeste. A proposta dividiu a diretoria do banco e foi aprovada por cinco votos a dois. A proposta foi elaborada pelo presidente do banco, Alberto Policaro, e enfrentou oposição aberta do diretor de Recursos Humanos, Celso Cavalcante, que acusou a proposta de "terrorista". Ao mesmo tempo em que fecha 1.596 pontos de atendimento, o BB decidiu criar 236 novas agências, que farão parte da estratégia de redimensionar a rede. O fechamento das agências será imediato. Os clientes serão avisados até o final desta semana e terão prazo de 15 dias para transferir seus depósitos e investimentos para a agência mais próxima. O plano prevê ainda a colocação de 385 agências e postos de atendimento em observação por dois semestres. Se não mostrarem capacidade de recuperar seus déficits, também serão fechadas. Os funcionários das agências fechadas não serão automaticamente demitidos. A expectativa é de que cerca de 25 mil funcionários e estagiários sejam colocados em disponibilidade com o fim das agências e postos, mas os funcionários efetivos poderão se transferir para outras agências. A diretoria de Recursos Humanos prevê que o corte real de funcionários será de cerca de seis mil. Os cortes deverão se concentrar nos 18 mil estagiários (FSP) (JB).