O ministro da Justiça, Paulo Brossard, classificou de "estranha" e infundada a declaração do bispo de Goiás Velho, dom Tomás Balduíno, de que ele "defende a idéia de que o Estado deve cavalgar a pátria", durante a entrevista concedida, ontem, no Rio de Janeiro, na Escola Superior de Guerra (ESG). Dom Tomás fez a afirmação anteontem ao comentar declaração do ministro da Justiça de que, na questão agrária, a Igreja não vai cavalgar o Estado. Brossard afirmou, ainda, desconhecer as resoluções do 1o. Encontro da União Democrática Ruralista (UDR), encerrado em Campina Grande (MG), assim como a "Declaração de Araguaína", o documento do conselho federal da OAB e de quatro seccionais da entidade contra o "pacote" antiviolência do governo federal (FSP).