No início da vida escolar, há mais analfabetos entre os meninos do que entre as meninas. Mas, à medida em que o tempo passa, a relação se inverte e, na vida adulta, o analfabetismo se torna maior no sexo feminino. Essa é uma das constatações do capítulo sobre educação da pesquisa Sistema Integrado de Estatísticas Sociais por Sexo e Cor no Estado do Rio
35656 de Janeiro, que levantará ainda dados sobre saúde, trabalho e violência. Técnicos de vários órgãos e institutos fazem estes cruzamentos a pedio da organização Mudar (Mulheres por um Desenvolvimento Alternativo). Constatou-se que 8,5% dos jovens entre 12 e 14 anos, da área metropolitana do Rio são analfabetos, contra apenas 3,7% nas jovens na mesma faixa. Na área rural, os índices são ainda mais altos: 25,2% dos jovens são analfabetos, contra 11% das jovens. Já na faixa etária dos 40 aos 49 anos, por exemplo, está entre os homens a maioria dos analfabetos (8,6% contra 11,1% de mulheres). Uma relação que se acentua com a idade e na área rural. No grupo dos que têm mais de 70 anos, 85% das mulheres na zona rural são analfabetas (JB).