As usinas siderúrgicas estatais têm contratos de exportação da ordem de 140 mil toneladas para o Irã, no primeiro trimestre deste ano. Até ontem, pelo menos 20 mil toneladas de bobinas a quente estavam com o embarque suspenso no porto da COSIPA porque o Irã ainda não tinha conseguido nomear um transportador, devido à guerra no Golfo Pérsico. "Se a guerra for longa poderemos receber pedidos de cancelamentos", admitiu o assessor da Secretaria de Minas e Metalurgia do Ministério da Infra-estrutura, Armando Guerra. Para um setor que fechou o ano passado com perdas da ordem de US$2 bilhões, segundo informou o próprio secretário Luiz André Rico Vicente, as perspectivas de cancelamento deixam apreensiva a siderurgia nacional (GM).