Em plena guerra no Golfo Pérsico, exatamente na semana em que o conflito começou, investidores estrangeiros de porte começaram a investir no pequeno mercado de ações brasileiro, que, na média, negocia por dia menos do que Cr$3 bilhões (ou US$13,6 milhões). O recém-criado Fundo Ciem, administrado no exterior pela Capital Group, e representado aqui pelo Banco Chase Manhattan, começou a operar no último dia 17. A princípio, foi aplicado uma parte do patrimônio mínimo inicial, exigido pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), de US$125 mil. Mas já estão sendo direcionados para o Brasil, nas próximas semanas, mais de US$400 mil. Este tipo de aplicador não está nem um pouco preocupado com a situação
35581 atual. A guerra é como se fosse um acidente de percurso, que logo estará
35581 resolvida. Eles compram ações pensando em retorno daqui a quatro ou cinco
35581 anos, explica Julius Buchenrode, diretor da área de administração de recursos externos do Chase. Ele informa que os estrangeiros estão entusiasmados com os baixos preços de empresas brasileiras, altamente capitalizadas, e com a possibilidade de obter retorno no médio prazo (JB).