Estimulado pelo trabalho da Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos no Regime Militar, que está apurando a origem das ossadas enterradas clandestinamente em São Paulo, um grupo de representantes de nove entidades de direitos humanos e de três famílias pernambucanas decidiram iniciar a mesma investigação no Nordeste. Com uma lista de quase 30 nomes na mão, a Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos no Regime Militar nordestina já encaminhou à Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco o pedido de autorização para vasculhar os arquivos do IML (Instituto Médico Legal) do estado. A iniciativa partiu da família Ferreira Araújo, radicada em Recife e João Pessoa (PB), depois da localização nos arquivos do IML paulista do militante comunista paraibano José Maria Ferreira de Araújo, morto nas dependências do Doi-Codi e enterrado no cemitério de Vila Formosa, em 1970, com o nome de Édson Cabral Sardinha. A família Ferreira Araújo quer agora descobrir o paradeiro de sua companheira, Soledad Viedma (JB).