No último dia 10, Jorge Franklim de Jesus saiu de sua casa, em Artur Alvim, na zona leste de São Paulo (capital), para ir ao centro. Agente de fiscalização do IAPAS (Instituto de Adminstração Financeira da Previdência Social), ele pretendia visitar algumas empresas, uma de suas tarefas rotineiras. No caminho, um carro da Polícia Civil lhe fez sinal de farol. Franklim encostou seu "Verona" ano 1990. Três investigadores armardos o cercaram. O fiscal foi algemado e empurrado para dentro do carro da polícia. Alí, passou por uma sessão de tortura psicológica. Os policiais intercalavam piadas racistas com ameaças de agressão física: Todo negro em carro novo para mil é suspeito; se correr, eu atiro, disse um deles. Franklin é negro. Anteontem, Franklin entrou com representação na Corregedoria Geral de Polícia contra discriminação racial e agressão moral (O ESP).