A possibilidade de o governo racionar o uso de gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha), no caso de uma guerra no Golfo Pérsico, provocou uma corrida da população em todo o país. As vendas nos depósitos de São Paulo subiram 900% desde anteontem. Para o Sindigás, entidade que representa as distribuidoras de GLP, não há motivo para alarme. Os estoques garantem por mais de dois meses o abastecimento. A PETROBRÁS começou ontem a fazer conversão de nafta petroquímica para GLP. Com a conversão, a estatal vai aumentar em 1,5 mil toneladas por dia a produção nacional, que era de 10 mil toneladas. Também ontem, o governo determinou que a empresa faça um esforço no mercado internacional para ampliar as importações do produto. No momento, além de 70 mil toneladas de GLP estocadas, a empresa tem dois navios a receber, com um total de 70 mil toneladas. O governo já definiu como será o corte no fornecimento de derivados de petróleo pela PETROBRÁS às distribuidoras e qual o reajuste de preços ao consumidor no caso de guerra no Golfo Pérsico. As cotas de gasolina deverão ser reduzidas em 20%, as de óleo diesel em 10% e as do álcool em 5%. Os aumentos de preços deverão ficar entre 35% e 70% (FSP) (O ESP).