A Delegacia Regional da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) deu ontem o primeiro passo para impedir que mais de 700 índios da reserva de Dourados (MS) comntinuem trabalhando em regime de semi-escravidão em destilarias de álcool. Os índios são explorados pelos chamados "cabeçantes"-- intermediários que os contratam para até dois meses de trabalho nas lavouras de cana. "Estou hoje em Dourados para impor novas regras nesses contratos, que vão acabar com a escravidão branca", disse o delegado regional da FUNAI, Hélio de Paulo. Em primeiro lugar, os índios terão direito a participar da medição das ruas de canas que cortam, o que era feito apenas pelos "cabeçantes", e poderão comprar seus próprias comidas (FSP).