Os pesquisadores da AIDS estão otimistas. Após quatro anos em que nem um único remédio foi aprovado como tratamento da doença, várias empresas farmacêuticas afirmaram, nas últimas semanas, que desenvolveram medicamentos promissores para o combate ao "HIV", o vírus que causa a doença. As últimas estatísticas da Associação Americana de Fabricantes Farmacêuticos mostram um total de 77 projetos de pesquisa envolvendo 62 medicamentos que estão sendo desenvolvidos por 40 companhias. A Wellcome, britânica, já vendeu cerca de Cr$23,8 bilhões em "AZT", o único medicamento anti-AIDS existente no mercado. Os medicamentos "DDI", desenvolvido pela Bristol-Myers Squibb dos EUA, e DDC, desenvolvido pela Hoffman-La Roche, são os que estão em fase de pesquisa mais avançada. O "DDI", o "DDC" e o "BCH 189"-- descoberto pela IAF BioChem, do Canadá-- têm mecanismos de ação semelhantes ao do "AZT". Eles são bastante tóxicos, mas como têm efeitos colaterais diferentes, poderão constituir-se em úteis substitutos um do outro. Além disso, os pacientes tolerariam uma combinação deles em baixas doses melhor do que um único (FSP).