SÍLVIO CUNHA DEFENDE MORTE DE MENOR

O presidente do CDL-RJ (Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro), Sílvio Cunha, tem uma opinião radical sobre o extermínio de crianças no estado. Entrevistado ontem no programa "Passando a Limpo" da "Rádio Nacional", o empresário afirmou textualmente que "quando se mata um pivetinho está se fazendo um benefício a sociedade". Indignado com a denúncia do ministro da Saúde, Alceni Guerra, de que empresários estariam envolvidos diretamente com a matança de crianças, o comerciante argumentou que "o que está se matando não é criança, é bandidozinho". Sempre enfatizando que empresário não é bandido para sair por aí matando, Sílvio Cunha disse que a acusação do ministro foi infeliz, mas admitiu que os meninos de rua incomodam, atrapalham as atividades comerciais e espantam os turistas. Ao tomar conhecimento das declarações do presidente do CDL-RJ, o coordenador-regional do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, Volmer do Nascimento, disse que "é bem provável que Sílvio Cunha seja um dos empresários que estão financiando o extermínio de crianças". Segundo ele, "quem pensa que o assassinato de crianças carentes é um benefício para a sociedade é também capaz de matá-las". Ameaçado de morte depois de denunciar o envolvimento de empresários nos crimes, Volmer está sendo protegido por três policiais federais, e dorme cada noite em um lugar diferente, por medida de segurança. Ele espera que os casos de assassinatos de crianças denunciados no relatório entregue ao governo federal sejam investigados exemplarmente, e os culpados punidos com rigor. A cada 24 horas morrem 12 crianças assassinadas no Brasil (O Dia).