Os gastos com habitação foram os que mais pressionaram o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) no ano passado, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os artigos de residência foram os que menos contribuíram para o aumento dos índices. Em dezembro o INPC foi de 19,14% e o IPCA, de 18,44%. O INPC encerrou o ano com 1.585,18%, taxa inferior aos 1.863,56% registrados em 1989. O IPCA encerrou o ano com alta de 1.620,97%, contra 1.972,07% de 1989. Os gastos com habitação subiram 2.272,44%, enquanto os artigos de residência aumentaram 1.145,68%. As demais altas foram: saúde e cuidados pessoais (1.905,81%), despesas pessoais (1.800,91%), transporte e comunicação (1.764,39%), alimentação e bebida (1.413,29%) e vestuário (1.302,22%). Recife (PE) foi a capital que teve o maior aumento, com 1.682,04%, e Curitiba (PR), o menor, com 1.462,49%. As demais tiveram os seguintes aumentos: Belém (PA), 1.662,12%; São Paulo (SP), 1.661,09%; Brasília (DF), 1.657,09%; Fortaleza (CE), 1.581,16%; Rio de Janeiro (RJ), 1.533,16%; Belo Horizonte (MG), 1.519,75%; Porto Alegre (RS), 1.509,27%; e Salvador (BA), 1.496,84% (FSP).