O presidente da PETROBRÁS, Eduardo Teixeira, disse ontem que a empresa suspendeu desde o último dia 10 a entrada de qualquer um dos seus 17 navios no Golfo Pérsico. A medida é para não expor as embarcações e seus tripulantes aos perigos de uma guerra que pode acontecer a partir do dia 15, quando termina o prazo dado pela ONU para que o Iraque desocupe o Kuwait. A retirada de petróleo de países fornecedores com portos no Golfo-- Arábia Saudita e Irã, por exemplo-- será feita por navios afretados. Essa estratégia será mantida até o dia 20 deste mês, podendo-se alterar caso não seja deflagrada uma guerra na região. A PETROBRÁS informou que a produção nacional de petróleo atingiu em dezembro passado a média de 675.960 barris diários, o que representa um aumento de 3,62% em relação à quantidade produzida em dezembro do ano passado. Os número mostram uma queda de 2.453 barris diários em dezembro em comparação com o total produzido em novembro. A produção diária de gás de cozinha manteve a média de novembro (18,2 milhões de metros cúbicos). O governo vai mobilizar a Polícia Federal para fiscalizar a distribuição e o uso de gás de cozinha em todo o país, caso seja deflagrada a guerra. A informação é do ministro da Infra-estrutura, Ozires Silva. Segundo ele, a PF foi chamada principalmente para coibir o uso irregular de gás de cozinha. Em muitos estados brasileiros, é comum o uso de gás de cozinha como combustível para veículos ou para aquecimento de piscinas. O secretário nacional de Economia, Edgar Pereira, disse que o governo está estudando a possibilidade de embutir um bônus no preço do álcool combustível. Assim, caso haja a necessidade de aumentar o preço da gasolina, em função do conflito no Golfo Pérsico, a paridade de 25% seria mantida. Como se trata de um bônus, poderia ser retirado quando o preço da gasolina voltar ao normal (FSP) (O ESP) (GM).