A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, e o presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, informaram ontem que já pediram ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que estude a possibilidade de alterar os métodos de coleta dos preços para cálculo da inflação. Admitiram, no entanto, que existem dificuldades operacionais, principalmente para se detectar no preço ao consumidor que parcela corresponde a um desconto. A equipe econômica convive com uma preocupação, que já afetou governos anteriores: a coleta de preços considera, para efeito do cálculo do índice, os preços fixados em tabela. Assim, quando um ágio é cobrado ele não aparece no índice. Mas o contrário também é verdadeiro, porque os descontos que são concedidos não são captados de forma a reduzir a taxa de inflação (O Globo).