As Forças Armadas começam a resolver, em janeiro, o problema da falta de proteção ao CINDACTA (Centro Integrado de Defesa e Controle de Tráfego Aéreo), sistema combinado de radares e computadores que cobre 1,5 milhão de quilômetros quadrados. As soluções foram buscadas pelo ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves, em fábricas suecas de armamentos. O CINDACTA-- que atualmente dá proteção ao vôo desde Cachimbo, no Pará, a Curitiba, no Paraná-- está exposto a qualquer ataque aéreo, protegido apenas pelos caças Mirage da FAB baseados em Anápolis. Segundo as informações, a partir de 87, o Exército estará em condições de fazer funcionar dois grupos distintos de artilharia antiaérea, sediados em Brasília e em Sete Lagoas (MG), dando cobertura a toda faixa de atuação do CINDACTA e à própria base do sistema que se situa na área do Distrito Federal (JB).