Três igrejas pentecostais, que construíram cinco templos dentro da reserva indígena de Dourados (MS), conseguem arrecadar como dízimo pelo menos Cr$1,2 milhão por mês dos 600 fiéis indígenas. Esse cálculo foi feito pelo cacique Airton de Oliveira, um ex-pastor pentecostal que pregava na reserva. "Não sou contra nenhuma religião, mas sei da exploração dos pentecostais", disse o cacique. Ele afirmou ainda que os dirigentes e cooperadores (cargo semelhante aos de pastores) pentecostais cobram mensalmente, no mínimo, Cr$2 mil por cada índio que frequenta os cultos (FSP).