AS ELEIÇÕES NO SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO

Pela primeira vez desde 1979, os bancários de São Paulo vão às urnas divididos para eleger a diretoria do sindicato, o maior da categoria no país e um dos carros-chefe da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Quando os 67 mil bancários sindicalizados escolherem, entre os dias 28 de janeiro e 1o. de fevereiro, os 56 diretores que comandarão a entidade nos próximos três anos, poderão também estar influenciando os rumos do próprio sindicalismo brasileiro. Estas eleições decidirão o futuro da CUT e do próprio Partido dos
35276 Trabalhadores (PT), acredita o atual presidente do sindicato e candidato a reeleição, Gilmar Carneiro dos Santos, 37 anos. Gilmar pertence à Articulação, corrente majoritária da CUT onde é secretário-geral. No sindicato, a Articulação estava dividida há um ano e consolidou o racha durante o encaminhamento do processo eleitoral: uma parcela da diretoria, da órbita de influência do ex-presidente da entidade e deputado federal Luiz Gushiken (PT-SP), ficou com Gilmar na chapa 1, integrada também pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B). A outra ala, influenciada pelo ex-diretor e deputado estadual Lucas Buzzatto (PT-SP) e liderada por Rose Sugyama, 31 anos, aliou-se à Convergência Socialista, CUT pela Base, Partido Comunista Brasileiro (PCB) e outras correntes minoritárias de esquerda, formando a chapa 2 (FSP).