A SABOTAGEM NA CSN

Dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda tentam identificar os membros de um grupo que, segundo eles, está interessado em acelerar o processo de privatização da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), praticando sabotagem na empresa. "Os trabalhadores jamais fariam isso, porque defendem, como se fosse sua família, a siderúrgica", disse Jadir Batista Araújo, diretor do sindicato, acrescentando que o grupo, certamente de fora da CSN, mas com acesso à estatal, foi o responsável pelas duas tentativas de sabotagem, que, se não fossem detectadas em tempo hábil, causariam gravíssimos problemas e prejuízos à empresa. Existe na CSN uma guarda patrimonial, comandada pelo coronel Bismark. Se
35222 tentaram sabotar a empresa, houve falha da segurança, observou Araújo. O Sindicato dos Metalúrgicos quer uma reunião com o presidente da CSN, Roberto Procópio de Lima Neto, para discutir o assunto. Preocupada com o problema, a direção da siderúrgica distribuiu, há dias, 20 mil boletins oferecendo uma recompensa de Cr$1 milhão para quem fornecer informações sobre as sabotagens (JC).