A mobilização da sociedade em manifestações para pressionar o governo a flexibilizar a política econômica é a principal proposta do movimento sindical contra o aprofundamento da recessão. A proposta une os principais segmentos do movimento sindical mas as diferenças de concepção e a disputa por espaços entre as centrais deverão dificultar uma ação conjunta. Luiz Antônio de Medeiros, articulador da futura central Força Sindical, por exemplo, impõe limites. O pano de fundo dessa mobilização não pode ser uma tentativa de golpe
35204 contra o governo. Isto é não aceitar o resultado das urnas, diz Medeiros. No seu entender, o objetivo das pressões deve ser "a retificação do plano econômico e não o confronto pelo confronto". Já a Central Única dos Trabalhadores (CUT) ressalta os aspectos políticos. "Tem que ser uma campanha semelhante à da diretas-já", afirma seu secretário-geral, Gilmar Carneiro dos Santos (FSP).