O Palácio do Planalto elaborou um índice geral de realizações do governo Collor durante o ano, com um balanço geral de cada área. A redução das despesas públicas, inclusive em viagens internacionais, segundo o balanço, alcançou Cr$81,7 bilhões. O relatório destaca, ainda, que o governo colocou em disponibilidade 58.311 funcionários, sendo 4.385 das entidades extintas e 53.926 das administrações direta e indireta. Informa, ainda, que foram dispensados 107.414 servidores e aposentados 32.402. A implantação da folha de pagamento único envolveu 215 órgãos e 863 mil servidores. Ainda como parte das medidas propostas pela Reforma Administrativa, o relatório destaca que foram vendidos 3.345 imóveis funcionais e 19 mansões e leiloados 4.472 veículos. Com isso, o governo arrecadou Cr$6 bilhões, dos quais Cr$5 bilhões de entradas de apartamentos e Cr$1,1 bilhão com aa venda das mansões. Nas medidas de contenção, o relatório ressalta, ainda, a economia de US$470 milhões com despesas de publicidade institucional e legal, no período de 15 de março a 5 de dezembro. Da despesa prevista de US$500 milhões, (Cr$81 bilhões, pelo câmbio comercial), foram gastos somente US$30 milhões. De acordo com o relatório, o governo extinguiu três empresas públicas, sete sociedades de economia mista, cinco autarquias e duas fundações, totalizando 22 entidades da administração indireta. Na administração direta, foram eliminados 50% das funções de confiança e cargos em comissão. Ao tratar das principais atividades realizadas pelo governo este ano, o balanço salienta os avanços na área de energia nuclear. Como exemplos desse avanço, cita a Declaração de Foz do Iguaçu, entre Brasil e Argentina, aprovando o sistema comum de contabilidade e controle aplicado às atividades nucleares e a visita da Comissão Parlamentar de Inquérito da energia nuclear às instalações do programa paralelo conduzido pelo Ministério da Marinha e Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (JC).